Foto: Divulgação/UFC
O UFC 142 já faz
parte da história do MMA nacional como um dos eventos mais emocionantes
já vistos no Brasil, isso porque aconteceram fatos inéditos no evento
realizado no HSBC Arena, no Rio de Janeiro.
A pesagem foi marcada
pela atitude anti-profissional de Anthony Johnson, que se apresentou
cinco quilos acima dos limite de 84kg da categoria peso médio. O atleta
perdeu vinte por cento da bolsa e foi demitido após ter sido derrotado
por Vitor Belfort na co-luta principal do evento.
Belfort defende queda de Johnson (Foto: UFC)
Edson Barbosa Jr
protagonizou um dos momentos mais inesquecíveis das artes marciais
mistas aos dois minutos e dois segundos do terceiro round de sua luta
contra Terry Etim. O brasileiro se tornou o primeiro homem a aplicar um
nocaute com um chute giratório que acertou em cheio o queixo do
adversário, que caiu desmaiado.
Edson e o KO inédito (Foto: UFC)
José Aldo Junior
defendeu com sucesso o cinturão peso pena do Ultimate Fighting
Championship. O manauara travou um combate equilibrado com troca de
chutes até ter sido levado por Chad Mendes de encontro às grades. Em
movimento rápido, o campeão se esquivou do clinche e conectou uma
joelhada no momento em que o americano buscava a queda. Aldo desferiu
mais dois socos até a interrupção do árbitro do combate.
O nocaute só não foi
mais incrível do que a comemoração do atleta da Nova União, que entrou
escoltado pelos policiais do BOPE-RJ. “Scarface” deixou o octógono e
literalmente foi para os braços do público presente a arena do
espetáculo. Até o presidente Dana White elogiou a celebração do atleta
ao dizer que ele escolheu o momento certo para realizá-la.
Aldo na galera (Foto: UFC)
As ring girls Arianny Celeste e
Chandella Powell caíram no samba na quadra da Mangueira ao lado do
campeão peso pesado Junior “Cigano” dos Santos. Apesar de não terem
demonstrado a mesma ginga das cariocas, e nem poderiam, as belas
distribuíram simpatia e posaram para fotos com uma fila de fãs que foram
prestigiar as americanas na quadra da escola.
Quem também brilhou em
sua passagem pela cidade maravilhosa foi o campeão meio-pesado Jon
Jones. O número um do mundo até 93kg assistiu o evento com uma camisa da
seleção brasileira de futebol que levava seu nome nas costas. “Bones”
foi mostrado pelas câmeras e aproveitou para convocar a plateia que o
atendeu imediatamente, protagonizando instantes de histeria dos fãs que
ainda o viram levantar uma bandeira do Brasil.
Foto: Reinaldo Marques/Terra
Em sua conta no twitter, ele escreveu: “Não
consigo parar de pensar na minha viagem ao Brasil. Nunca vi tanta
natureza e pessoas bonitas. A hospitalidade foi demais. Senti que toda a
cidade do Rio sabia quem eu era. As pessoas me abraçavam e beijavam.
Que experiência inesquecível”.
O respeito e o
carinho do público provaram que a rivalidade entre os lutadores é
mantida dentro do octógono. Apesar de ter derrotado os ídolos
brasileiros Maurício Shogun e Lyoto Machida, Johny Bones foi tratado
como o grande astro que é e inclusive declarou que gostaria de lutar no
Brasil desde que não seja contra um atleta local.
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