Técnicos já se enfrentaram pelas semis da competição
nacional, em 1996. Pelo Palmeiras, Luxemburgo levou a melhor sobre o
gremista Scolari
Por Diego Ribeiro e Hector Werlang
São Paulo e Porto Alegre
A atual edição da Copa do Brasil é a grande chance para dois dos
maiores técnicos brasileiros dos últimos 20 anos recuperarem a fase de
conquistas. Vanderlei Luxemburgo, pelo Grêmio, e Luiz Felipe Scolari,
pelo Palmeiras, começam nesta quarta-feira a decisão de uma vaga na
final da competição nacional. Há 16 anos, o cenário era o mesmo, mas os
técnicos estavam em lados diferentes. Na ocasião, melhor para Luxa, que
classificou o Palmeiras em cima do Grêmio de Felipão
(veja os gols do jogo decisivo no vídeo acima).
Em meio a tantos duelos incendiários, os jogos das semifinais foram os
únicos em que a dupla se encontrou pela Copa do Brasil. “Donos” do país
na década retrasada, Felipão e Luxa brigam hoje pela redenção depois de
um período de baixa. Eles não admitem, mas sabem que já viveram dias
melhores na profissão. Luxemburgo, por exemplo, faz questão de defender
seu trabalho.
– Imagina se ganho todos os campeonatos que disputo. Seria o maior
campeão de todos os tempos. O importante é pegar a história. Minha
carreira é brilhante. Até os que não gostam têm de reconhecer: a
carreira do cara é brilhante. É o que digo: jornalista, ao chegar aos 60
anos, vira sábio. Técnico, ultrapassado. Felipão deixou de ser bom
técnico? Claro que não! Nem eu – disse o atual comandante do Grêmio, sem
esconder seu rancor com as críticas.
Luxa comandou o Verdão quatro vezes: a última foi em 2008 (Foto: Antônio Carlos Mafalda / Agência Estado)
Há 16 anos, os técnicos dividiam a hegemonia do futebol brasileiro. O
Grêmio de Felipão já era campeão da Copa do Brasil (1994) e da
Libertadores (1995). O Palmeiras de Luxa era bicampeão brasileiro (1993 e
94) e campeão paulista com um supertime montado em 96. Os dois jogos
foram equilibrados, mas a qualidade técnica alviverde superou a raça
tricolor na soma geral.
O primeiro jogo foi vencido pelo Palmeiras: 3 a 1 no Palestra Itália, gols de Rivaldo, Djalminha e Muller
(veja os gols no vídeo ao lado).
Paulo Nunes descontou para os visitantes. Apenas um jogador daquele
Verdão está no clube hoje, mas em outra função. O ex-volante Galeano
participou do duelo, e hoje é fiel escudeiro de Felipão na comissão
técnica da equipe paulista.
A partida de volta foi no Olímpico, e tão equilibrada quanto a
anterior. O lateral-direito Claudio abriu o placar para o Palmeiras e
obrigou o Grêmio a tentar pelo menos três gols para levar a decisão aos
pênaltis. O time de Felipão só conseguiu dois, com Jardel e Zé Alcino, e
acabou eliminado. Na grande decisão, o Palmeiras perdeu o título para o
Cruzeiro.
Felipão pelo Grêmio: muitos títulos, mas eliminação na Copa do Brasil de 96 (Foto: Gazeta Press)
Agora, 16 anos depois, os papeis se inverteram. O palmeirense Felipão,
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