Brasileiro admite incômodo por Ferrari mexer em seu carro
antes de GP para provocar perda de posições e diz ter feito melhor
prova: 'Foi como uma vitória'
Por GLOBOESPORTE.COM
Texas, Estados Unidos
Após decisão polêmica da Ferrari, Massa fez bela
prova e chegou em quarto (Foto: Reuters)
No sábado,
Felipe Massa
havia feito um ótimo treino classificatório e obtido a sexta posição no
grid de largada. Seria a segunda vez no ano que largaria na frente do
companheiro de
Ferrari,
Fernando Alonso. Mas poucas horas antes do GP dos Estados Unidos, o time de Maranello tomou uma decisão polêmica e estratégica:
rompeu
propositalmente o lacre da caixa de marcha do carro do brasileiro para
forçar uma punição de cinco posições no grid, com o objetivo de
favorecer o espanhol, que briga pelo título com Sebastian Vettel. O
espanhol foi de oitavo para sétimo no grid e, de quebra, passou a largar
do lado limpo da pista. Um “jogo de equipe”, mesmo antes do começo da
corrida. A artimanha acabou dando certo para Alonso, que ganhou três
posições na primeira curva e ainda terminou em terceiro, adiando a
decisão do campeonato para o Brasil.
A vitória em Austin foi de Lewis Hamilton, seguido por Vettel.
Partindo de 11ª, Massa ainda recuperou o prejuízo com uma de suas
melhores atuações na temporada e cruzou a linha de chegada em quarto,
logo atrás de Alonso. Na saída da pista, o brasileiro admitiu o incômodo
em acatar a decisão, mas reconheceu a importância da medida para a
equipe e garantiu que tinha plenas condições de chegar à frente de
Alonso, caso largasse na posição original.
- Claro que eu não estava feliz. É impossível ver um piloto feliz
abrindo mão de cinco posições apenas para ajudar seu companheiro ou sua
equipe. Mas sabemos o quanto isso é importante. Mas acho que foi a coisa
certa para a equipe. Acho que precisamos ser francos, e isso eu sou
muito. Tudo o que a Ferrari quer é lutar com o Alonso até o final para
que ele consiga ser campeão. E pelo bem da equipe, eu aceitei. Talvez
seja difícil encontrar outro piloto que faria isso. Com certeza, eu
poderia chegar na frente de Alonso nesta corrida, mas dei uma grande,
grande ajuda e ainda fiz minha melhor corrida no ano. Para mim, foi como
uma vitória – ponderou.
Artimanha da Ferrari ajudou Alonso a subir na largada e levar decisão para o Brasil (Foto: Getty Images)
Massa fez uma bela corrida de recuperação. Na largada, superou apenas
um carro e passou para décimo. Mas na sequência, escalou o pelotão com
boas manobras, como as ultrapassagens sobre Michael Schumacher
(Mercedes), Kimi Raikkonen (Lotus) e a dupla da Force India, Nico
Hulkenberg e Paul di Resta. No fim, ainda conseguiu a quarta posição. O
brasileiro considerou a atuação “uma vitória” e acredita ter sido uma
boa maneira de rebater possíveis críticas. Massa crê que sacrifícios
como o deste domingo fazem parte do jogo, e que ainda será recompensado.
- Acho que a melhor coisa a fazer para as pessoas de casa que gostam de
falar, falar e falar sobre nada foi este resultado. Começar em 11º e
terminar em quarto ultrapassando vários carros na pista. Foi realmente
uma corrida fantástica e o melhor para a equipe e para o Fernando. Não
estava feliz no início, mas estou agora. Deus sabe o que faz e nós
apenas temos que acreditar e fazer o melhor que podemos. Esperava ganhar
mais posições na largada, mas levei apenas uma. Depois, eu comecei a
passar o pessoal. Tive um ritmo incrível durante todo o fim de semana -
completou, lembrando dos bons desempenhos nos treinos livres e na
classificação em Austin.
O GP do Brasil, última etapa da temporada, definirá quem será o
tricampeão: Sebastian Vettel ou Fernando Alonso. A TV Globo transmite ao
vivo a corrida de Interlagos no próximo domingo, dia 25 de novembro, a
partir das 14h (de Brasília).
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