Ao todo, Nadal tem agora 11 títulos de Grand Slam no currículo. Além dos sete em Paris (2005, 2006, 2007, 2008, 2010, 2011 e 2012), o atleta de 26 anos conquistou o Torneio de Wimbledon em 2008 e 2010, o Australian Open em 2009 e o US Open em 2010.
O feito de Nadal na terra batida também impede que Djokovic se torne o terceiro tenista em todos os tempos a vencer quatro Grand Slams em sequência. O sérvio é o atual detentor dos troféus de Wimbledon, do US Open e do Australian Open. Apenas o americano Don Budge e o australiano Rod Laver triunfaram em todos os Majors de forma consecutiva.
Precisão no começo faz diferença
Nadal entrou em quadra mais sólido, sem dar pontos de graça a Djokovic e atacando melhor. Enquanto o sérvio buscava uma maneira de incomodar o rival, Nadal se afirmava com duas quebras de saque e uma maiúscula vantagem de 3/0. O espanhol, contudo, não manteve o fantástico nível. Quando cometeu um par de erros, viu Nole crescer. O sérvio devolveu as duas quebras e igualou o placar em 3/3. No sétimo game, porém, Djokovic cometeu uma dupla falta no break point e deu a vantagem a Nadal novamente. O número 2 do mundo não vacilou mais e manteve a dianteira. Com uma curtinha e um forehand vencedores, fez 6/4.
raquetada no móvel (Foto: EFE)
Assim como no primeiro set, Nadal brilhou no sétimo game. Com um forehand vencedor, quebrou Djokovic. O número 1, irritado, descontou no banco em que senta. Deu uma pancada violenta com a raquete e quebrou a estrutura de madeira. Pouco depois, Nadal confirmou o saque e fez 5/3. A chuva, então, aumentou e mandou os tenista de volta ao vestiário. A paralisação durou cerca de meia hora e, no retorno, Nole cometeu três erros. Com dois set points, Nadal aproveitou o segundo com uma passada de backhand e fechou o set: 6/3.
Sob pingos, a reação
O espanhol parecia arrancar para uma vitória em três sets quando quebrou o saque do sérvio no segundo game da terceira parcial e abriu 2/0. Djokovic, então, passou a jogar mais solto. Arriscou um saque-e-voleio, começou a acertar mais e se defender melhor. O duelo, enfim, mudou. Nadal passou a forçar mais e arriscar mais, mas não tinha sucesso. Embalado, o número 1 venceu seis games seguidos e se manteve vivo no jogo: 6/2.
Nadal não conseguia forçar tantos erros do sérvio, e Djokovic abriu o quarto set com uma quebra. O número 2 havia perdido oito games consecutivos quando, enfim, voltou a confirmar o saque. Os pingos finos continuavam, e o árbitro de cadeira então suspendeu a partida. Desta vez, a paralisação foi mais longa. Depois de quase uma hora de espera, às 20h locais (15h de Brasília), a organização decidiu adiar o recomeço para segunda-feira.
Nadal melhor no recomeço
Os dois tenistas voltaram à quadra às 12h de Paris no dia seguinte, e Nadal, assim como no dia anterior, começou melhor. Ainda descalibrado, Djokovic cometeu três erros e viu o rival acertar uma passada para quebrar o saque. Nadal confirmou o serviço, fez 3/2 e voltou à dianteira. A chuva, então, voltou. Depois do nono game, os dois tenistas conversaram e decidiram esperar, ainda em quadra, que os pingos parassem.
O jogo seguiu tenso, com a torcida vibrando e os dois tenistas confirmando sem ceder break points. No 12º game, Nadal atacou o serviço de Djokovic e, com um forehand vencedor, chegou ao match point. A pressão foi muito grande para o sérvio. O número 1 do mundo fez uma dupla falta e decretou o fim do jogo.
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